Antes mesmo da febre das telas com alta taxa de atualização nos smartphones, a Apple levou o recurso aos iPads Pro, lá em 2017. Batizada pela empresa de ProMotion, a tecnologia esteve presente apenas na linha profissional de tablets da Maçã até 2021.
Nos iPhones, o recurso chegou junto aos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, enquanto que nos Macs, a novidade desembarcou nos MacBooks Pro com chips M1 Pro e M1 Max.
Mas, afinal de contas: você sabe como funciona essa tecnologia? Nos próximos parágrafos, explicarei melhor.
Primeiro de tudo, é importante ter em mente que todas as telas de dispositivos possuem uma taxa de atualização (refresh rate), e que a frequência dessa atualização pode ser menor ou maior.
Por padrão, as telas mais comuns operam a 60Hz. Ou seja, elas são atualizadas 60 vezes a cada segundo. No caso das telas ProMotion dos iPads e dos iPhones compatíveis, elas são atualizadas 2x mais rápido, ou seja, 120 vezes por segundo (o que dá 120Hz).
Quanto maior for o número de atualizações por segundo, mais fluída e rápida será a resposta da tela do dispositivo. No caso de smartphones, vários concorrentes do iPhone já possuem telas com alta taxa de atualização (como alguns da Samsung, da ASUS e da Xiaomi) — alguns deles, focados em jogos, podem chegar a até 144Hz.
Engana-se, porém, quem pensa que as telas com altas taxas de atualização são exclusivas de smartphones e tablets. Na verdade, elas são mais comumente usadas em monitores voltados a games, nos quais a jogabilidade pode ser extremamente beneficiada por essa função.
No caso dos iPads Pro, a Apple conseguiu também, com a ajuda da tecnologia ProMotion, diminuir a latência de seu lápis, o Apple Pencil. Isso ocorre pois, nas telas com taxa de atualização mais alta, os quadros por segundo não estão totalmente sincronizados com ela — como essa atualização no display do iPad com ProMotion ocorre 240 vezes por segundo (240Hz), o delay entre um e outro cai pela metade.
Apesar dos benefícios, essas telas podem acabar consumindo muita energia mesmo se o usuário estiver realizando tarefas que não se beneficiam diretamente da taxa de atualização mais rápida, como a leitura de um texto, por exemplo — afinal, pouco importa a taxa se o conteúdo está estático na tela.
Por isso, as fabricantes (incluindo a Apple) tendem a incluir um recurso o qual permite que o sistema ajuste automaticamente essa taxa de atualização da tela de acordo com o conteúdo apresentado, impedindo um consumo de bateria desnecessário — a depender do conteúdo, por exemplo, os displays dos iPads compatíveis podem ser atualizados apenas 24 ou 48 vezes por segundo (24Hz e 48Hz).
Mais fluidez nas animações, uma melhor resposta ao toque e diminuição da latência no uso do Apple Pencil são apenas alguns dos cenários que as telas com altas taxas de atualização se beneficiam. Espera-se que, com o tempo, a Maçã leve finalmente o recurso aos iPhones “de entrada”.
O que nos resta é esperar para ver…
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via iMore, Phone Arena
